Exame de urina (EAS): o que ele mostra e por que aparece em tanto pedido médico
Equipe Laboratório Brasília · 27/09/2026
Exame de urina EAS: simples de fazer, rico em informação
Ele aparece no check-up, no pré-natal, no exame admissional, na suspeita de infecção e no acompanhamento de quem tem pressão alta ou diabetes. O exame de urina de rotina é um dos mais pedidos de qualquer laboratório. E, mesmo assim, pouca gente sabe o que ele mostra.
Tem outra coisa pouco lembrada: é um exame em que a coleta feita em casa, pelo próprio paciente, faz muita diferença no resultado. Um detalhe esquecido e o exame precisa ser repetido. Vamos por partes.
Tem exame de urina no pedido e quer saber como coletar certo? Chame no WhatsApp (62) 3588-6933. A equipe explica o passo a passo e entrega o frasco adequado.
O que é o EAS
EAS é a sigla de Elementos Anormais e Sedimentoscopia. O mesmo exame também aparece no pedido como urina tipo 1, urina rotina ou urinálise. São nomes diferentes para a mesma análise.
Ele é feito em três etapas:
1. Análise física
Observa cor, aspecto (se a urina está límpida ou turva) e densidade, que dá uma ideia de como o corpo está concentrando a urina. Urina muito escura ou muito turva já é um primeiro sinal para o laboratório olhar com mais atenção.
2. Análise química
Uma fita reagente verifica substâncias que normalmente não aparecem, ou aparecem em pouca quantidade: proteína, glicose, corpos cetônicos, sangue, bilirrubina, nitrito e leucócitos, além do pH.
3. Sedimentoscopia
Uma parte da urina é centrifugada e o sedimento é examinado no microscópio. É aqui que se contam células de defesa, hemácias, células da própria via urinária, cristais, cilindros e bactérias.
O que o exame de urina pode indicar
O EAS não fecha diagnóstico sozinho, mas dá pistas valiosas para o médico:
- Infecção urinária: leucócitos aumentados, nitrito positivo e bactérias podem sugerir infecção. Para confirmar e descobrir qual antibiótico funciona, o médico costuma pedir outro exame, a urocultura.
- Rins: proteína na urina, hemácias ou cilindros podem indicar que os rins precisam de avaliação. Por isso o exame é tão comum em quem tem pressão alta, tema do nosso artigo sobre pressão alta e exames de rotina.
- Açúcar no sangue: glicose na urina costuma aparecer quando o açúcar do sangue está bem alto. Não substitui a glicemia, mas é um sinal a mais. Veja a diferença entre glicemia de jejum e hemoglobina glicada.
- Hidratação e outros sinais gerais: densidade, corpos cetônicos e bilirrubina ajudam o médico a montar o quadro junto com os outros exames.
Um resultado com algum item alterado não quer dizer doença. Contaminação na coleta, pouca água no dia, menstruação e alguns remédios podem mexer no resultado. Quem interpreta é o médico.
Por que ele aparece em tanto pedido
Três motivos explicam isso:
- É barato de fazer e fácil de coletar. Não tem agulha e não exige jejum.
- Olha vários sistemas de uma vez. Rins, vias urinárias e metabolismo aparecem no mesmo resultado.
- Encontra coisas que não dão sintoma. Algumas alterações dos rins, por exemplo, só aparecem no exame.
Por isso ele costuma vir junto com hemograma, glicemia, colesterol e função renal no check-up anual, e faz parte da rotina do pré-natal.
Como coletar certo (e não precisar repetir)
O EAS não exige jejum. O cuidado está na coleta. As orientações gerais são estas, e a equipe confirma os detalhes do seu caso:
- Use o frasco estéril do laboratório. Nada de pote reaproveitado de casa.
- Prefira a primeira urina da manhã, ou siga o intervalo sem urinar que a equipe orientar. A urina mais concentrada mostra mais.
- Faça a higiene íntima com água e sabão antes da coleta e seque bem.
- Despreze o primeiro jato no vaso e colete o jato do meio no frasco. Isso reduz a contaminação.
- Feche bem e entregue logo. Urina parada muito tempo altera o resultado. Pergunte à equipe o prazo e como guardar até a entrega.
- Está menstruada? Avise a equipe antes de coletar. Em geral, o recomendado é aguardar o fim do ciclo, salvo orientação médica diferente.
- Toma remédio ou vitamina? Informe na hora da entrega. Alguns podem alterar a cor ou algum item do exame.
Se a coleta for de criança pequena ou de alguém acamado, peça orientação específica. Existem cuidados próprios pra cada caso.
Perguntas frequentes
- O que é o exame EAS?
EAS significa Elementos Anormais e Sedimentoscopia. É o exame de urina de rotina, também chamado de urina tipo 1 ou urinálise. Ele analisa cor, aspecto e densidade, busca substâncias como proteína, glicose e sangue, e examina o sedimento no microscópio. - Exame de urina precisa de jejum?
Não. O EAS não exige jejum. O cuidado importante é com a coleta: frasco estéril do laboratório, higiene íntima, desprezar o primeiro jato e entregar a amostra logo. Se o pedido tiver outros exames de sangue, siga o jejum que eles pedirem. - O EAS detecta infecção urinária?
Ele pode sugerir. Leucócitos aumentados, nitrito positivo e bactérias são sinais de infecção. Para confirmar e saber qual antibiótico funciona, o médico costuma pedir a urocultura, que é outro exame. Não tome antibiótico por conta própria com base no EAS. - Qual a diferença entre EAS e urocultura?
O EAS é um exame geral, que olha vários sinais da urina de uma vez. A urocultura procura bactérias crescendo na amostra e, quando encontra, testa quais antibióticos funcionam contra elas. Os dois podem ser pedidos juntos, e a coleta é parecida. - Posso fazer exame de urina menstruada?
O ideal é esperar a menstruação terminar, porque o sangue pode alterar o resultado. Se o médico precisar do exame com urgência, avise a equipe antes da coleta para receber a orientação adequada. - Posso coletar a urina em casa e levar depois?
Pode, desde que use o frasco estéril do laboratório e entregue dentro do prazo orientado pela equipe. Urina parada muito tempo altera o resultado. Pergunte na hora de retirar o frasco como guardar até a entrega.
Pronto para fazer do jeito certo?
Chame no WhatsApp (62) 3588-6933 e agende seu exame. A equipe explica a coleta passo a passo, entrega o frasco certo e, se o pedido tiver outros exames, organiza tudo numa passagem só, no laboratório ou em casa. O resultado sai no portal MultLab, direto no celular. Confira também o nosso catálogo de exames.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico. Revisão técnica: Dra. Fabíola Nayara de Oliveira Reis, direção clínica do Laboratório Brasília de Análises Clínicas — Setor Garavelo, Aparecida de Goiânia-GO, desde 1993.
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